Resumo

 

 

O que é um resumo?

 

“O resumo é um exercício que combina a capacidade de síntese e a objectividade. O resumo é um texto que apresenta as ideias ou factos essenciais desenvolvidos num outro texto, expondo-os de um modo abreviado e respeitando a ordem pela qual surgem.

Resumir um texto é condensar as ideias principais, respeitando o sentido, a estrutura e o tipo de enunciação, isto é, os tempos e as pessoas, com ajuda do vocabulário de cada um. É, assim, apresentar um raciocínio objectivamente, escolher o essencial dos dados de um problema, as características de uma situação, as conclusões de uma análise, sem nenhum comentário.

O resumo é uma técnica que encara o texto como um todo, não é uma sequência de frases autónomas; pelo contrário, é um conjunto de ideias ordenadas, numa totalidade, formal e significativa.

Trata-se de um exercício de inteligência, exigindo a redacção de um novo texto, com base no texto-fonte” (https://portuguesonline.no.sapo.pt/resumo.htm, 27-03-2011, 16:00).

 

 

 

 

 

 

RESUMO

 

BELL, Judith. (2008) “Negociação de acessos e problemas da pesquisa interna”, “registo de informações, apontamentos e bibliotecas”, “Revisão critica bibliografia”, in BELL, Judith Como Realizar um Projecto de Investigação. Lisboa: Gradiva, 53/92.

 

 

 

Para ter o acesso a instituições, o investigador, assim que tenha esquema de trabalho, deve pedir formalmente autorização para levar a cabo a sua investigação. Ela deve ser pedida logo no inicio. Seguidamente é importante saber se as pessoas que vão responder ao questionário estão dispostas a colaborar.

Também os padrões éticos devem ser rigorosos e aprovados pela instituição, ao mesmo tempo que os participantes devem estar a par da finalidade e das condições sob as quais o estudo será conduzido. Devem ser informados do que será feito com a informação fornecida por eles. O inquirido deveria ler e reler o protocolo antes de o assinar para que prevaleça o principio do consentimento informado.

“ (...) um código de conduta ética torna os investigadores conscientes das suas obrigações perante aqueles que são objecto do seu estudo...” (Cohen e Manion, 1994 citados por BELL, 2008: 56).

O investigador deve proteger os interesses de pessoas que sejam objecto de investigação sem que disso tenham conhecimento. Ele deveria prever e evitar qualquer efeito secundário das suas acções.

Nem sempre o que se pensou para as linhas  de orientação resulta na prática, há que fazer ajustes. Pode correr-se o risco de “prometer demais demasiado cedo”( BELL, 2008: 59). Por outro lado, as questões de confidencialidade e anonimato devem ser cuidadosamente tratadas.  

Um investigador que decida fazer o trabalho na instituição a que pertence tem vantagens, pois, conhece melhor o contexto da pesquisa e não necessita de se deslocar para entrevistar, uma vez que os indivíduos estão acessíveis. Por outro lado corre o risco de não conseguir uma abordagem objectiva e as relações com os colegas podem ser afectadas devido a informações confidenciais. Também se pode verificar alguma dificuldade em conciliar a investigação com as obrigações laborais.

Deve consultar o orientador para decidir a atitude a tomar em caso de dúvida quanto à ética da investigação.

Existem diferentes métodos de organizar ficheiros e de tomar apontamentos, com os quais deve estar familiarizado. É importante tomar apontamentos de tudo o que se lê, mesmo das coisas que não servirem, pois mais tarde podem vir a fazer falta. O suporte de apontamentos tanto pode ser um computador, um bloco, folhas soltas ou mesmo fichas.

Os ficheiros sistemáticos são as ferramentas do oficio de investigador e com métodos de registo e de organização, torna mais fácil procurar, mais tarde, alguma informação.

Como as fontes se vão acumulando é necessário ter um sistema organizado desde o principio. Um ficheiro em papel parece ser o ideal, deve ser iniciado assim que começar o trabalho. O formato para as fichas será mantido até ao fim. Muito importante também, é fazer cópias de segurança para ter a certeza que não se perdem informações.

Muitas instituições definem a forma como querem ver apresentadas as referencias bibliográficas. Se ficar ao critério do investigador, este escolherá o que mais lhe convier e deverá usa-lo sempre ao longo do trabalho. O mais simples é o sistema Harvard.

Criando bons hábitos facilitará o trabalho e acabará por compensar.

“ Até estarmos absolutamente seguros de todos os pormenores talvez valha a pena andar com algumas fichas-modelos para verificar se todas as informações fundamentais foram registadas” (BELL, 2008: 71).

Para a preparação do relatório final convém elaborar um sistema de apontamentos para haver certeza de que foram tomadas notas de tudo o que é realmente importante para o trabalho. Deverá ser escolhida a abordagem mais conveniente, que facilite o acesso à maior parte das fontes e dos apontamentos.

Fazer uma lista dos primeiros temas pensados, se necessário escolher um assunto-chave. Os temas e palavras-chave que forem emergindo das leituras devem ser escritas a lápis para a eventualidade de mudança de ideias.

À medida que os temas principais se forem definindo deve-se começar a abrir ficheiros por temas.

É importante tomar nota das citações com rigor: uma omissão será assinalada com três pontos entre parêntesis rectos; deixar claro o que é citado e o que é comentário. Se possível fazer cópias para haver certeza de que não há erros.

As bibliotecas são uma ajuda importante no trabalho do investigador, que aí encontra uma grande variedade de oferta tanto em suporte papel como digital. Não é possível exigir o seu livre acesso, em alguns casos poderá ter que se pagar uma cota. Hoje em dia muitas contêm bases de dados informatizadas o que se traduz numa riqueza de informação. Tanto as obras em papel como os serviços  on-line das bibliotecas precisam da dedicação de algum tempo.

“Nem todos os investigadores têm, sabem usar ou estão interessados em computadores, e mesmo assim conseguem fazer um trabalho interessante” (BELL, 2008: 80), no entanto a riqueza das bases de dados merecem alguma dedicação.

Uma boa preparação do tema a tratar implica a leitura do que outras pessoas já escreveram sobre isso. O ideal é fazer essas leituras logo no inicio, podendo algumas, porém, serem feitas ao mesmo tempo que o decorrer da investigação.

Ler o máximo sobre o tema a tratar, permite ao investigador ter uma ideia tanto de abordagens como de métodos que não lhe tenham ocorrido antes.

Poderá estabelecer um quadro teórico ou analítico como base da análise e interpretação dos dados. As leituras feitas ajudam-no a resumir a informação e a guiar a sua linha de acção. Ajudam-no a categorizar a sua informação.

É necessário estudar a bibliografia para fazer, no final do trabalho, nas tese de doutoramento, uma revisão critica do que já foi escrito sobre o tema. Para um projecto mais pequeno não é exigido tanto.

Uma revisão não é uma lista de obras lidas, só as relevantes interessam.

As referencias bibliográficas devem ser utilizadas para fundamentar os argumentos, auxiliar na comparação de outros trabalhos e mostrar o à-vontade com a área de investigação. E não devem ser usadas para impressionar, embelezar o trabalho com nomes ou substituir os próprios pensamentos.

“ Uma revisão critica deve oferecer ao leitor uma imagem(...) do estado do conhecimento e das principais questões na área em estudo”( BELL, 2008: 86). 

Há que seleccionar a bibliografia lida, agrupar e identificar as categorias possíveis, ter as fichas organizadas, para a redacção da revisão crítica ser mais fácil.

Os investigadores podem adoptar uma metodologia criada por outro, desde que indiquem as fontes.

O que no inicio pode parecer uma boa linha de investigação, após várias leituras, pode não ter tanto interesse.

Enfim, apesar de haverem muitas peças informativas interessantes, só quando forem trabalhadas, ou seja, comparadas com outros trabalhos, agrupadas e apresentadas é que existe uma revisão critica. Tudo isto resulta de um trabalho intenso desde o inicio do trabalho de pesquisa e durante as leituras que se vão fazendo.

 

 

 

 

Reflexão sobre o resumo

Mais uma vez o trabalho baseava-se em capítulos do livro de Judith Bell Como Realizar um Projecto de Investigação. Foi pertinente, já que era importante estarmos informados sobre a forma de realizar um projecto e através do resumo pudemos reter as ideias mais importantes. Estes textos transmitiram as bases essenciais à realização de um projecto e durante a elaboração do nosso projecto foi possível recorrer algumas vezes ás orientações dadas por Judith Bell, o que se revelou uma grande ajuda.