Trabalho de projecto
22-06-2011 12:43
Trabalho de projecto
Implementação de aulas de música conducentes à animação de celebrações e momentos culturais
1-Introdução
Muito antes das civilizações consideradas como tal, nas culturas tribais já existiria uma actividade musical, como o provam diversas gravuras e pinturas pré-históricas.
A Bíblia fala-nos das canções que David cantava e tocava para o rei Saul, bem como salmos, cantos e instrumentos musicais que eram utilizados no Templo de Salomão, levando-nos a crer na existência de uma preparação musical especifica para os sacerdotes ( SOUSA, 2003: 81).
O presente trabalho surge no âmbito da Unidade Curricular Seminário e Projecto. A estrutura deste assenta na concretização de um projecto que visa a realização de aulas de música com utilização de flauta e instrumental orff para apoio a celebrações de âmbito religioso e cultural na paróquia de Nossa Senhora da Boavista.
Para a concretização deste projecto e da consequente justificação teórica do mesmo, foi realizada uma cuidada pesquisa bibliográfica que nos ajudou a compreender não só todas as metodologias inerentes ao ensino de música como também os factores psico-pedagógicos a ter em conta quando se trabalha com os públicos alvo em causa. Esses públicos são crianças que frequentam a catequese do 1º ao 6º anos ( 6 a 11 anos).
Optou-se por caracterizar a paróquia, as vantagens inerentes à aprendizagem musical e encontrar motivações que atraíssem este público jovem.
Segundo Piaget (20005), as crianças destas idades estão no Estágio das operações concretas, em que a criança já possui uma organização mental integrada, os sistemas de acção reúnem-se em todos integrados. Piaget fala em operações de pensamento ao invés de acções. É capaz de ver a totalidade de diferentes ângulos. Conclui e consolida as conservações do número, da substância e do peso. Apesar de ainda trabalhar com objectos, (material concreto) agora representados, sua flexibilidade de pensamento permite um sem número de aprendizagens.
A possibilidade de utilizarem flauta e instrumental orff nas celebrações vai cativa-las e despertar a sua atenção, uma vez que a simplicidade dos instrumentos utilizados por Orff permite uma fácil utilização por parte das crianças.
O objectivo final deste projecto é permitir que tenham uma formação musical em que são trabalhados aspectos como o ritmo, a melodia e a execução instrumental, e que coloquem os seus conhecimentos em prática dando mais brilho ás celebrações.
“Com a implementação das sessões de Expressão Musical não se pretende criar futuros músicos virtuosos, mas sim, de uma forma divertida mas não menos metódica, participar do desenvolvimento das crianças a vários níveis”
(https://contextosnovos.blogs.sapo.pt/631.html)
2-Caracterização da paróquia e da freguesia onde está inserida
Este ponto baseia-se em fontes obtidas no site da junta de freguesia de Ramalde ( www.jf-ramalde.pt ) e no site da paroquia N. S. Da Boavista (www.paroquia-boavista.org ).
A Paroquia Nossa Senhora da Boavista fica situada na freguesia de Ramalde.
A freguesia, de S. Salvador de Ramalde é mencionada pela primeira vez nas Inquirições de D. Afonso III, em 1258 tendo como nome, o nome arcaico de Rianhaldy. Mas, anteriormente, já tinha sido citada como lugar, num documento de 1222 em que a rainha D. Mafalda faz uma doação ao Mosteiro de Arouca.
A origem e crescimento deste povoado “perde-se nos tempos, antes da fundação da monarquia portuguesa, provavelmente entre 920 e 944, data em que chegaram ao território os monges de S. Bento. Assim começaria a história do julgado de Bouças e do seu antiquíssimo mosteiro beneditino. Este território pertenceu ao Padroado Real de D. Sancho I que depois o doou, em 1196, a sua filha D. Mafalda” (www.jf-ramalde.pt).
Denominado Ramunhaldy, na época de D. Sancho II, este o território era constituído por cinco lugares: Francos, Requezendi, Ramuhaldi Jusão e Ramuhaldi Susão (actualmente Ramalde do Meio).
Em 1895 foi integrada no concelho do Porto, como freguesia. Tendo como limites: a Norte o concelho de Matosinhos (Bouças); a Sul Lordelo do Ouro; a levante Paranhos e Cedofeita e a poente Aldoar.
Entre os finais do século XIX até 1991, e devido à recolha de dados do "Census", já é possível fazer uma análise mais rigorosa da evolução demográfica.
Existem, dois períodos: até aos finais do século XIX (fase que se caracteriza pela inexistência de "Census") e a partir dos finais do século XIX até à actualidade (já existem "Census"), possibilitando o estudo dessa evolução. Entre 1864 e 1981, S. Salvador de Ramalde manteve sempre um crescimento populacional positivo, verificando-se muito elevado em certos períodos. No entanto, os "Census" de 1991 apontam, pela primeira vez, para uma taxa de crescimento populacional negativa. Se for analisado o segundo período, verificamos o seguinte quadro evolutivo:
Entre 1864 a 1900 dá-se um crescimento para mais do dobro. Que é explicado pelo arranque do sector industrial e pela mobilização de uma crescente mão-de-obra que veio fixar-se em Ramalde.
Entre 1940 e 1950 e de 1960 a 1970, verifica-se um crescimento na população que varia entre os 38,7% e os 44,5%. No período correspondente a 1940 - 50, este acréscimo pode talvez ser explicado pelo afluxo migratório das zonas rurais para as zonas urbanas.
Pode estabelecer-se uma relação de crescimento populacional e o desenvolvimento industrial, para o período de 1960 – 70, que terá conduzido à fixação de mão-de-obra junto das unidades industriais. A implantação de grande número de bairros de habitação social, que tinham como objectivo fornecer alojamento a franjas de população deslocadas do centro do Porto, também contribuiu para este crescimento.
Quanto aos espaços residenciais surgem novas realidades habitacionais que pretendem substituir as "ilhas" da primeira fase: as habitações sociais. Este tipo de habitação tenciona dar resposta ao aumento populacional da cidade numa época em que se põe em prática uma política de transferência administrativa de sectores de população do centro da cidade para a periferia, especialmente os que provêm de zonas degradadas.
A habitação social marca profundamente a ocupação na freguesia de Ramalde que se organiza fundamentalmente a partir da década de 60.
Existe cerca de uma dúzia de bairros de habitação social, como os de Pereiró, Campinas, Ramalde, Viso, Francos, Ramalde do Meio, Bairro de Santo Eugénio...
Também podemos encontrar a habitação privada mas degradada, as "ilhas" nas zonas de Pedro Hispano e João de Deus, Francos, Ramalde do Meio, Requesende, Pedro de Sousa e Pereiró.
Mas a par deste tipo de habitação, também aparecem as áreas residenciais de luxo: Avenida da Boavista, Zona Residencial da Boavista (Foco) e Avenida de Antunes Guimarães. Repare-se que as três zonas se situam nos limites da freguesia, a Sul e Leste.
Esta freguesia tem na sua área territorial quatro paróquias: a de S. Salvador (a mais antiga da freguesia), a de Nossa Senhora da Boavista, a do Carvalhido e a do Santíssimo Sacramento.
A igreja de Nossa Senhora da Boavista, pertencente a esta freguesia e onde é focado o nosso estudo, está situada no centro da área residencial do foco (zona mais abastada), pertencendo também a esta paroquia a zona de Francos (zona mais humilde) com os seus bairros sociais. Detentora de belos vitrais da autoria de Júlio Resende. O Sacrário e a escultura que representa um Cristo crucificado, são também da autoria do mestre Júlio Resende.
Em 31 de Maio de 1973 procedeu-se à Constituição da Paróquia Experimental N.ª Sr.ª da Boavista – Porto pelo Sr. D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto. Ainda no mesmo ano de 1973: Patronato de Nossa Senhora de Ramalde - Centro Religioso, Cultural e de Convívio da zona de Francos.
Em 31 de Maio de 1981 foi a bênção e inauguração da Igreja actual, pelo então Sr. D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto. Em Maio de 1999 dá-se a passagem da jurisdição do Patronato de Santa Maria de Ramalde para a Paróquia de N.ª Sr.ª da Boavista.
A Paróquia N.ª Sr.ª da Boavista tem como missão evangelizar, assistir, acolher, ajudar e orientar para Cristo todos os membros da comunidade, através de meios humanos, espirituais, culturais, e recreativos. Neste sentido, desenvolve uma vasta gama de actividades onde todos têm lugar participativo na construção da comunidade humana e cristã.
É constituída por um centro social inaugurado em 25 de Maio de 1991 que acolhe idosos e crianças. A paróquia, administrada pela Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus, Dehonianos, tem como pároco o padre Giulio Carrara.
3-A música como forma de atrair mais jovens
Estas capacidades são particularmente importantes para enfrentar os desafios que se levantam à sociedade do século XXI. As transformações sociais que afectam as estruturas familiares, por exemplo, fazem com que as crianças sejam frequentemente privadas da atenção dos progenitores. Acresce que, devido à falta de comunicação e de construção de relações na sua vida familiar, as crianças passam amiudadas vezes por uma série de problemas emocionais e sociais. Além disso, torna-se cada vez mais difícil a transmissão de tradições culturais e práticas artísticas no ambiente familiar, em especial nas áreas urbanas (UNESCO, 2006: 7).
A música sempre teve papel muito importante dentro da Igreja, auxiliando na liturgia e nas orações. Desde o Antigo Testamento a música tem sido utilizada para prestar culto e louvor a Deus. Ela pode chegar onde a palavra não chega, pode chegar aos lugares mais íntimos de nosso coração, pois ela mexe com a emoção, com os sentimentos .
Os tempos mudaram. Antigamente a mulher ficava em casa a cuidar dos filhos. Havia poucas distracções, uma delas era ir á missa, pois aí encontravam-se os amigos e podia-se conviver um pouco. Quase toda a população( sobretudo nos meios pequenos) ia à missa. Nos dias de hoje as transformações sociais afectam a estrutura familiar. A mãe já não fica em casa a cuidar dos filhos, sai para ir trabalhar. Eles passam o dia sozinhos e por vezes têm pouca atenção dos pais: ou porque vêm cansados de trabalhar, ou porque estão separados.
Há muitas solicitações. As novas tecnologias e a publicidade prendem a sua atenção. A música também os cativa. Com a invenção dos aparelhos portáteis, ouvem-na em qualquer parte.
Ir á missa passou para segundo plano, não é cativante nem atractivo, pois têm de estar em silêncio, a ouvir de uma forma passiva.
A igreja tem de inovar, tem de caminhar a par dos novos tempos. Uma forma de atrair os jovens é fazer com que se sintam úteis e activos. Ao introduzir nas celebrações a música produzida por eles torna-os mais activos e interessados. Sentem-se acolhidos. Já têm uma motivação, pois passam de um papel passivo para um papel activo. Além disso, uma vez que a paróquia também é composta por paroquianos de poucos recursos económicos, esta é uma forma de os cativar, já que as aulas de música serão ministradas gratuitamente e para muitos esta será a única forma de terem contacto com a música e com instrumentos. Por outro lado é uma forma de ocupação dos tempos livres e transmissão de valores.
4-Vantagens inerentes à aprendizagem musical
A educação na arte e pela arte estimula o desenvolvimento cognitivo e pode tornar aquilo que os educandos aprendem e a forma como aprendem, mais relevante face às necessidades das sociedades modernas em que vivem (…) A educação artística deverá igualmente ser sistemática e ser facultada durante vários anos, uma vez que se trata de um processo a longo prazo.
A Educação Artística contribui para uma educação que integra as faculdades físicas, intelectuais e criativas e possibilita relações mais dinâmicas e frutíferas entre educação, cultura e arte ( UNESCO, 2006: 6).
Aulas de música na infância desenvolvem o cérebro. Pesquisadores alemães descobriram que a área do cérebro utilizada para analisar tons musicais é, em média 25% maior nos músicos. Quanto mais cedo começar o treino musical maior a área do cérebro desenvolvida. Depois de aprenderem as notas musicais e divisões rítmicas os estudantes de música tiveram notas 100% maiores que seus companheiros, que tiveram aulas de fracções pelos métodos tradicionais(https://www.musicaeadoracao.com.br/tecnicos/musicalizacao/importancia_musica_escolas.htm).
Baseados nas diversas pesquisas realizadas ( Alsina, 2008; PIAGET, 2005; SOUSA, 2003; UNESCO, 2006) consideramos que: a música é importante na formação da criança a todos os níveis.
Ao nível do desenvolvimento cognitivo/linguístico as experiências musicais, em que a criança tem uma participação activa, favorecem o desenvolvimento dos seus sentidos. Ao trabalhar com sons elas desenvolvem capacidades auditivas; ao acompanharem uma canção com gestos ou dança, trabalham a coordenação motora e a concentração.
Ao nível do desenvolvimento psicomotor as actividades relacionadas com a música possibilitam às crianças o desenvolvimento das suas habilidades motoras, uma vez que aprendem a controlar os seus movimentos em que o ritmo tem um papel importante. Qualquer movimento adaptado a um ritmo é resultado de um conjunto completo e complexo de actividades coordenadas.
Também se verifica um desenvolvimento sócio-afectivo através da música, pois a criança aos poucos vai formando as suas identidades ao mesmo tempo que procura integrar-se no grupo. As actividades musicais colectivas favorecem o desenvolvimento da socialização, estimulando a compreensão, a participação e a cooperação, permitindo assim que a criança desenvolva o conceito de grupo. Através da música podem demonstrar os seus sentimentos, libertar as suas emoções.
A Expressão e Educação Musical constitui o ponto de partida de um processo formativo estruturado que visa contribuir para o desenvolvimento de cada criança, permitindo-lhe desenvolver o campo de possibilidades de interpretação do mundo, de exprimir o pensamento e de criar.
A experimentação e o domínio progressivo das possibilidades do corpo e da voz deverão proporcionar à criança o enriquecimento das vivências sonoro-musicais, estimulando a criatividade e o desenvolvimento da sensibilidade e do sentido estético.
Através da música as crianças aprendem a conhecer-se a si próprias e a tudo que as rodeia, são mais capazes de desenvolver e sustentar a sua imaginação e criatividade.
A música está presente todos os dias e durante todo o dia nas mais variadas formas na vida da criança, é através deste contacto e depois canalizadas no sentido correcto que elas poderão aprender a apreciar, ouvir e participar na música que acham ser boa. É com esta percepção que a vida ganha mais sentido.
Também pela música podemos desenvolver capacidades das crianças que estejam menos desenvolvidas. ”Aqueles factores que apresentem níveis mais baixos constituirão os objectivos prioritários da estratégia metodológica a desenvolver.
Se, por exemplo, as crianças apresentarem níveis baixos em atenção, memoria auditiva, fala e raciocínio, em cada sessão, os jogos de expressão musical que aparecerão em maior quantidade serão aqueles que incidirão especificamente no desenvolvimento daquelas capacidades” (SOUSA, 2003: 69/70).
Vários foram os pedagogos que se debruçaram sobre a pedagogia musical.
Para Edwin Gordon, o interesse está na forma como a música é aprendida.
Segundo este autor, a música é aprendida da mesma forma que a nossa língua materna.
A improvisação musical, para Gordon será o culminar de todo o desenvolvimento musical do sujeito. Ele criou o seu sistema rítmico com base nas relações entre o som real, (auditivo/oral). Na sua perspectiva, quando aprendemos a executar um instrumento, na realidade, aprendemos dois instrumentos ao mesmo tempo: o instrumento de audiação dentro da nossa cabeça, e o instrumento musical nas nossas mãos.
As aulas de expressão musical têm como objectivo ajudar os pais e os profissionais do ensino a reconhecer a importância da música nas primeiras fases da infância, bem como incutir na criança orientações para a compreensão, aprendizagem musical de uma forma mais adequada igualando à compreensão da linguagem falada.
Já para Carl Orff , O primeiro instrumento a ser explorado foi o corpo (voz) e o batimento dos pés e das mãos em várias partes do corpo.
Através da experiência destes elementos, a criança cresce e desenvolve a sua aprendizagem musical de uma forma viva e atraente, partindo do seu próprio mundo e das suas próprias vivências. Foi a partir da observação directa das experiências das crianças nos jardins infantis, que Carl Orff elaborou os seus princípios pedagógicos.
Orff concluiu que as crianças seriam as principais criadoras da sua própria música. Para isso procurou instrumentos facilmente manejáveis (próximos dos movimentos corporais) e dessa forma surgiu o instrumental Orff: jogos de sinos, xilofones, metalofones, entre outros.
Na opinião de Dalcroze o movimento corporal é o factor essencial para o desenvolvimento rítmico do ser humano, e a execução de ritmos corporais contribui para o desenvolvimento da musicalidade.
Valoriza também a atenção, a memória auditiva e a capacidade de livre expressão do aluno, mediante a criação de exercícios rítmicos e melodias com ritmo, de movimentos simples e coreografados.
Kodaly pretende estimular um melhor desenvolvimento da vida afectiva da criança, através da educação e do gosto musical.
O seu método não é analítico, mas global, intuitivo, e necessita de um trabalho lento que decorre num prazo bastante longo, razão por que se começa com crianças de seis anos.
Para J. WARD um dos princípios metodológicos essenciais é motivar as crianças para a descoberta. Por outro lado, criam-se oportunidades para que as crianças desenvolvam o seu sentido crítico e estético.
Para Jos Wytack a música deve proporcionar alegria.
A exploração das várias metodologias permite satisfazer as diferentes necessidades e responder de uma forma eficaz para uma melhor formação e desenvolvimento das crianças.
Em fim, a música constitui para a criança um benefício a todos os níveis, mas o mais importante é a alegria que lhe proporciona.
5-Um projecto, uma motivação
Há anos a trás o Concilio de Trento reuniu-se e entre várias coisas constatou que a grande parte de participação da assembleia é assegurada pela música, pelo canto, percebe e proclama que a música, o canto litúrgico, não são apenas “enfeite” , mas fazem parte necessária ou integrante da liturgia solene.
A música sacra ajuda a dar mais solenidade aos ritos sagrados. Ela cria comunidade, liga as pessoas entre si.
Já em muitas comunidades se vem valorizando o canto e a música nas celebrações litúrgicas, o que as torna mais vivas e participativas. Também a introdução e o uso dos mais diversos instrumentos enriqueceu e valorizou a liturgia, tornando-a mais afectiva e expressiva. Enfim, cada vez mais, as comunidades vão tomando consciência do valor da música como parte integrante da liturgia, como factor de participação activa por parte da assembleia. O canto é sinal de alegria:
Louvem a Deus tocando trombetas, louvem-no com cítaras e harpas! Louvem a Deus com dança e tambor, louvem-no com cordas e flauta! Louvem a Deus com címbalos sonoros, louvem-no com címbalos vibrantes! ( Salmo 150, 3-5)
Na Bíblia existem muitas referências ao canto e á música.
O presente trabalho surgiu, por um lado, da necessidade que verificamos em tornar as celebrações da missa da catequese mais atraentes e participativas por parte das crianças desta paroquia. Para que elas sintam vontade de ir e participar.
Por outro lado da necessidade de proporcionar aulas de música e de instrumental orff a crianças com poucos recursos financeiros que de outra forma não teriam essa possibilidade.
Por fim, a necessidade que havia de momentos culturais que tivessem o acompanhamento de música, como por exemplo as festas da catequese.
6-Considerações finais
O percurso por nós efectuado ao longo do presente trabalho leva-nos a concluir a pertinência do mesmo para a nossa formação.
A música promove o desenvolvimento da criança, sendo também um meio privilegiado para a criatividade.
O professor deve ser um constante investigador, deve conhecer o grupo, as suas dificuldades, mas também os seus interesses. Só assim as aulas se tornam interessantes e enriquecedoras.
A implementação do presente projecto passará pela realização de aulas de formação musical na paróquia de Nossa Senhora da Boavista. Com ele será possível dotar as crianças da catequese capazes de executar instrumental orff e/ou flauta tornando assim possível uma celebração mais animada e participada por todos. Sendo certo que o mais importante será a alegria que esta actividade lhes irá proporcionar.
Podemos no entanto referir que inicialmente foi pensado para utilizar unicamente instrumental orff, mas à medida que as investigações foram avançando achou-se pertinente introduzir também flautas enriquecendo ainda mais o trabalho. Outra alteração que fizemos ao longo do trabalho foi a divisão em dois grupos, em vez de um. Um grupo constituído por crianças que não sabiam nada de música, outro por aquelas que tinham algumas noções.
Com a implementação deste projecto poder-se-á dar oportunidade a crianças desfavorecidas de terem contacto com a música e com instrumentos, que de outra forma não seria possível.
Concluindo podemos dizer que este trabalho foi importante enquanto professores de educação musical, pois obrigou-nos a traçar objectivos e a reunir recursos que permitam uma realização eficaz das aulas de música. Como é de esperar do papel de professor investigador.
7- Bibliografia
Piaget, J. ( 2005). Linguagem e pensamento da criança, Ed. Diversos,
Sousa, A. B. (2003). Educação Pela Arte e Artes na Educação: Música e Artes Plásticas. Lisboa: Instituto Piaget.
UNESCO (2006). Roteiro Para a Educação Artística. Desenvolver as Capacidades Criativas Para o Século XXI. Lisboa: Comissão Nacional da Unesco.
(https://contextosnovos.blogs.sapo.pt/631.html) ( consultado em 26/ 04/ 2011)
Entrevista a Pep Alsina Masmitjà. Profesor Titular del
Departamento de Didáctica de la Expresión Musical y Corporal de la Universitat de Barcelona a 13/02/2008. [consultado em 7/05/2011]
https://www.jf-ramalde.pt ( consultado em 2/05/2011)
www.paroquia-boavista.org ( consultado em 2/05/2011)
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